As serpentes, também chamadas de cobras ou ofídios, são um grupo de répteis da ordem squamata (serpentes e lagartos), que não possuem membros locomotores. Surgiram a cerca de 135 milhões de anos atrás, porém sua origem é assunto de grandes discussões entre os cientistas. A hipótese mais aceita durante os últimos anos é a de que as serpentes tenham surgido a partir de um lagarto marinho, chamado Pachyrhachis problematicus. Entretanto, o pesquisador brasileiro Hussam Zaher através de suas pesquisas concluiu que os lagartos que originaram as serpentes eram na verdade terrestres, de hábito fossorial. Segundo Zaher, esses lagartos viviam entocados sob a terra em galerias muito estreitas, onde capturavam suas presas. As pressões do meio acabaram por reduzir gradualmente suas patas até que estas se tornaram ausentes, ao mesmo tempo em que seus corpos se alongaram.
Destacarei quatro famílias de serpentes: Boidae, Colubridae, Elapidae e Viperidae. A família Boidae é representada pelas jiboias, sucuris e pítons. Não são peçonhentas e sua dentição é áglifa, ou seja, elas não possuem presas (colmilho), apenas pequenos dentes que servem para agarrar a presa e funcionam como uma esteira, deslizando a presa até o esôfago da cobra. Elas abatem suas presas por constrição, enrolam-se nestes e os matam asfixiados ou mesmo através de fraturas e hemorragias internas causadas pela constrição.
As cobras não mastigam seus alimentos, elas engolem suas presas inteiras. Isso é possível devido a modificações no osso quadrado, localizado nas extremidades da mandíbula, que permitem uma maior abertura desta. Aliado a isso, as cobras não possuem a mandíbula fundida na sua parte mediana, mas sim, uma articulação flexível que permite uma dilatação lateral da mandíbula.
Voltando às famílias, a família Colubridae, representada pelas cobras-d’água, é caracterizada (em grande parte) por serpentes não peçonhentas. Sua dentição é opistóglifa, ou seja, seus colmilhos estão localizados na região posterior do céu da boca.
As serpentes da família Elapidae são as cobras corais verdadeiras (gênero Micrurus), sua dentição é proteróglifa, seus colmilhos estão na região posterior da parte superior da boca. São animais pouco agressivos, sua boca se abre num ângulo de apenas 30 graus, e costumam esconder-se sob as folhagens. Os acidentes com essas serpentes são raros em virtude de seu comportamento e também por não armarem bote. Seu veneno é neurotóxico, de baixo peso molecular e se espalha rapidamente pela corrente sanguínea, podendo causar uma rápida morte por asfixia.
A família Viperidae, é caracterizada pelas principais serpentes peçonhentas. Sua dentição é solenóglifa, seus colmilhos são articulados e se projetam para fora da boca quando a serpente se prepara para atacar sua presa. Seus representantes possuem um órgão especial chamado fosseta loreal, localizada entre a narina e os olhos da serpente. Este órgão tem a função de detectar calor o calor de suas presas. Os principais gêneros dessa família são Bothrops, Lachesis e Crotalus. O primeiro diz respeito às jararacas, jararacuçus. São serpentes agressivas, responsáveis pela maior parte dos acidentes com cobras no brasil. Sua peçonha tem propriedade proteolítica (destrói proteínas), podendo causar muita dor, hemorragias e necrose. O gênero Lachesis são as serpentes conhecidas como surucucus. A ação de sua peçonha é semelhante à da Bothrops, causando dor intensa, hemorragias, necrose e bolhas. Seu efeito é também é coagulante. As serpentes do gênero Crotalus são as famosas cascavéis. São caracterizadas pela presença de seus guizos em suas caudas e sua peçonha tem ação miotóxica, neurotóxica, podendo também, causa falência dos rins e hemoglobinúria (sangue na urina).
LEITURA RECOMENDADA
POUGH, F. H. A vida dos vertebrados. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 1999.
http://www.cobrasbrasileiras.com.br/tratamento-acidente-lachesis.html
http://www.univap.br/cen/boidae_serpentario.php
http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/zoologia/estudo-de-brasileiro-reconsidera-evolucao-de
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